O que o Instagram nos ensinou


A recente venda do Instagram para o Facebook e o lançamento da versão Android do aplicativo rendeu muita discussão nesses últimos dias. Eu sou um fã do Instagram e o uso com frequência para mostrar coisas interessantes as quais eu me deparo e como um profissional da internet, sempre que entro nas redes, procuro analisar o que acontece

O mundo e social


Este material é bem atual e muito interessante. Fala da importância das redes sociais no contexto conectado e global. Para te motivar a ler o material acima, vou listar abaixo algumas informações bacanas que eu li nele: 82,4% da população online usa redes sociais. Em 4 anos, a audiência da internet cresceu 88%. Das redes

Voce conhece o Pinterest?


Pinterest é uma nova rede social que surgiu e o esquema deles lembra o Digg, onde você vê conteúdo que já foi selecionado por outras pessoas. O conteúdo é muito abrangente e vai da arte até as comidas.  Recentemente eles deram um grande passo que aumentou em 60% o tráfego deles. O Pinterest integrou com o Facebook. As pessoas

digital

Um causo de uma imobiliária na internet?

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Um dia desses enquanto eu pesquisava alguns imóveis na região de Florianópolis pela internet, encontrei sites bons, sites meia boca, sites ruins e sites muito ruins. Não vou nem mencionar os ruins e muito ruins pra não queimar o filme deles gratuitamente, mas os 2 melhores merecem ser citados. Eram de grandes imobiliárias de Floripa, a Giacomelli e a Brognoli.

Clique para ler o post completo

Folha de São Paulo enfiou o pé na jaca

Publicado em by Bruno Kaneoya Publicado em design, digital, gráfico, inovação, negócios, publicidade, web | 4 Comentários

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Eu sou leitor da Folha de São Paulo há anos. Já assinei a versão impressa quando morava em São Paulo e depois que me mudei, passei a ser assinante do conteúdo online. Hoje, como de costume, fui ler o jornal e tive uma surpresa: eles estão lançando um novo formato do jornal.

Tudo bem que o formato HTML não é dos melhores, certamente merece um upgrade, mas essa versão nova da Digital Pages (não conheço a empresa e não tenho nada contra) certamente não é a solução.

Pensei que ao invés de ficar irritado, pudesse escrever um post aqui no blog para analisar os prós e contras da nova versão.

Pontos fracos:

  1. Abre uma janela nova. Não preciso nem dizer o quanto isso enche o saco. Não foi de bobeira que inventaram o bloqueador de pop-ups. folha_popup
  2. Utilizaram aquele efeito safado feito em Flash para virar as páginas. Parece legal no início, mas eu quero ler o conteúdo não quero ficar brincando para virar a página.
  3. Só tem 1 nível de zoom. Eu sou meio cego e quis dar zoom. folha_zoom
  4. Você pode colocar uma nota no jornal. Sinceramente não entendi o porque disso. Se eu coloco um post it no jornal, significa que eu preciso lembrar de algo naquela matéria e localizá-la com facilidade. Mas essa nota da versão digital eu teria que lembrar a página que eu escrevi a nota para poder chegar lá. folha_nota
  5. Ao clicar para ver o conteúdo, abrem miniaturas das páginas na parte de cima do aplicativo. Bom, se você quiser acessar algum conteúdo dessa maneira, sua visão tem que ser melhor que a do Super Homem pra conseguir ler alguma coisa ali. folha_conteudo
  6. Tem um botão Play, forward e rewind no canto superior esquerdo do aplicativo. Os botões forward e rewind significam na verdade avançar e voltar. No canto do jornal tem os mesmos botões avançar e voltar, mas o símbolo dos botões que fazem a mesma ação possuem símbolos diferentes.
  7. A busca que deveria estar na lista de baixo, foi promovida. Digitei “lula” na busca e o aplicativo me mostrou uma lista das ocorrências. Legal. Quando cliquei nas ocorrências, fui direcionado para a página em questão mas para achar alguma coisa que eu busquei foi dose. folha_highlight

Pontos fortes:

  1. Eles praticamente geram um pdf da versão impressa e jogam no site. Economia de processos e consequentemente custos.
  2. Dá para enviar a matéria por email. Mas isso ficaria muito melhor no formato antigo.
  3. Os anúncios da versão impressa já estão na digital. Como vão atingir um público diferente, vão cobrar mais pelos anúncios.

Enfim, essa tal de versão digital não presta para os usuários, mas é muito bom economicamente para o jornal.

Mas ainda não acabou. Encontrei na Folha Online uma declaração do Murilo Bussab, diretor de circulação da Folha. Ele disse:

“Com este novo produto procuramos atender um público que busca aliar as vantagens do jornal impresso –como hierarquização de notícias, diagramação, infográficos e fotografias– com a velocidade, praticidade e interatividade que a internet e os meios eletrônicos permitem”.

Sr. Murilo, hierarquização de notícias e diagramação da versão impressa é, de fato, excelente para o papel. Agora, olhar a mesma estrutura na tela e esperar que esse diagrama e a hierarquia criada obtenha o mesmo resultado, é um pouco exagerado.

Bom, espero que eles não substituam o formato atual digital em HTML para esse novo formato economicamente eficiente que só serve como “showzinho” para quem não tem a versão impressa. Se substituírem, prometo que eu cancelo a minha assinatura.

Os blogs estão morrendo?

Publicado em by Bruno Kaneoya Publicado em comportamento, digital, negócios, tendências, web | 3 Comentários
rip (Getty Images)

Eu li no blog Toda Mídia da Folha Online um post que começava com a pergunta “Onde foi parar todo mundo?”. Eles se referiam aos blogs que cada vez mais estão deixando de ser atualizados. E porque as atualizações estão se tornando cada vez menos freqüentes?  Blog foi apenas uma modinha?

Assim como tudo na internet, os blogs estão passando por um processo amadurecimento. O ciclo pode ser segmentado nas etapas, nascimento, popularização, consolidação e renovação.

O nascimento foi naquela época em que blogs eram meros diários pessoais virtuais. Basicamente, o dia a dia das pessoas eram relatadas em páginas da internet. Em seguida, muita gente entrou em contato com os diários virtuais, gostaram e iniciaram as suas próprias narrativas. Com tanta gente mexendo com blogs, os usuários foram trocando informações, descobrindo, aprendendo e compartilhando maneiras para tornarem as suas páginas cada vez mais interessantes. Agora, com a tecnologia e as práticas praticamente consolidadas, ocorreu a renovação com os blogs corporativos.

Hoje, com a popularização de algumas ferramentas de micro blogging, especialmente o Twitter, os blogs estão finalizando mais um ciclo e percorrendo exatamente a etapa da renovação. E para poder sequer vislumbrar o novo rumo dos blogs é preciso entender o comportamento da blogosfera, principalmente no que diz respeito ao tipo de conteúdo de um blog: eles são ou repassadores de conteúdo ou criadores de conteúdo.

Aqueles repassadores de conteúdo provavelmente darão preferência às ferramentas de micro blogging afinal de contas é muito mais prático e demanda menos tempo para cada atualização.

Os criadores de conteúdo devem continuar a usar os blogs pois essa ferramenta possibilita a melhor exposição de suas idéias e utilizará o micro blogging muito mais como uma ferramenta de suporte, complementando assim as suas atividades virtuais.

A blogosfera passa por um momento de profunda transformação com a redução do número de blogueiros e diminuição da freqüência de atualizações, mas isso não é necessariamente uma tragédia uma vez que teremos aí a migração massiva daqueles repassadores de conteúdo enquanto os criadores continuarão com as suas atividades, trilhando assim um caminho rumo a um cenário com mais blogs mais originais, com idéias diferenciadas e, certamente, mais profissional.

Princípios de interfaces homem/máquina

Publicado em by Bruno Kaneoya Publicado em design, digital, web | 2 Comentários

sacanagem da haruna com a minha pessoa

Bom, depois de muito tempo trabalhando e misturando conhecimentos empíricos e teóricos, consegui desenvolver uma compilação de princípios a serem considerados em um projeto de design digital, seja ele uma interface de um software ou um site. Abaixo o top8:

  1. Visibilidade: destaque os elementos que são realmente importantes. Isso vai poupar muito tempo ao usuário.
  2. Percepção (affordances): faça o usuário perceber o que fazer para chegar a um determinado conteúdo. Por exemplo, se você quer que o usuário clique em uma determinada região da sua interface, faça-a parecer clicável.
  3. Velocidade: pode ser que fast-food não esteja tão na moda ultimamente, mas fast-content, sempre está na moda. Ninguém quer perder tempo, quer a informação.
  4. Escanear e ler: hoje com RSS, blogues, twitter, sites etc, fica cada vez mais difícil você ganhar preciosos segundos (mais difícil ainda se forem minutos) da atenção do usuário. A maioria só lê todo o conteúdo caso alguma informação interessante seja captada durante o “escaneamento”. Lembre-se do primeiro princípio.
  5. Aprendizagem: a curva de aprendizagem de uma interface deve ser a mais curta possível. Durante os primeiros cliques o usuário precisa se sentir familiarizado com a navegação, mesmo sem navegar por todas as telas, ele precisa ter a sensação de que a qualquer momento, conseguirá achar a informação que ele deseja.
  6. Feedback: é irritante clicar em algum link e nada acontecer. Mais irritante ainda quando muda a tela quando você já desistiu do clique. Para evitar aborrecimentos, vale dar o feedback imediato ao usuário assim que ele executar uma ação.
  7. Consistência: se o seu usuário já aprendeu como funciona a primeira tela da sua aplicação, pra que colocar o botão voltar no canto oposto e mudar a disposição do menu? Mantenha a consistência entre as telas e facilite o aprendizado do usuário.
  8. Estética: sem entrar na discussão filosófica sobre a estética, vou me limitar a dizer que o design precisa ser atrativo e agradável ao usuário.
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